O solo é o principal ingrediente para o sucesso do plantio de um jardim. Conheça suas características, antes de iniciar o seu projeto paisagístico.
Existem diversos tipos de solos nos terrenos brasileiros e eles são caracterizados por suas propriedades físicas e químicas. De modo geral, eles podem ser divididos em três grupos: Arenoso, Argiloso e Misto.
Solo Arenoso
Possui altíssima capacidade de drenagem, porém apresenta dificuldade na retenção de água e nutrientes. Para compensar esta deficiência, é necessário acrescentar matéria orgânica e terra argilosa.
Solo Argiloso
Quanto mais argiloso o solo, mais favorável para o acúmulo de matéria orgânica, o que é positivo. Por outro lado, sua baixa permeabilidade dificulta a drenagem da água, tornando-se propenso a encharcar, podendo comprometer as raízes nos períodos de chuvas. Os mais argilosos são muito compactados, dificultando a fixação de raízes profundas, sendo necessário acrescentar areia e húmus.
Solo Misto (argilo-arenoso)
O solo misto combina a capacidade de drenagem da areia, com a facilidade de retenção de água e nutrientes da argila. A maior parte das plantas ornamentais desenvolve-se bem nessas condições, sendo o mais indicado para jardins.
Você sabia que as características químicas dos solos tem relação com a concentração de nutrientes e elementos tóxicos para as plantas ? Além da concentração dos nutrientes a capacidade de liberação dos mesmos e a neutralização dos elementos tóxicos esta relacionado ao PH do solo.
Identificando o solo do seu jardim
Análises precisas de composição de solo podem ser feitas somente em laboratórios especializados, com equipamentos próprios para isso. Você pode, porém, avaliar as características físicas visualmente e pelo tato (textura, cor e consistência) e medir um dos parâmetros químicos, o PH, por meio de kits disponíveis em casas de jardinagem.
A cor do solo
Quanto mais clara a terra, menor sua concentração de matéria orgânica. Em geral, o solo arenoso é de tonalidade mais clara, ao passo que o argiloso é mais escuro O auge da concentração de matéria orgânica, por sua vez, é o húmus de minhoca, como prova sua coloração negra.
Consistência do solo
O solo pode ser solto (muito poroso), duro (compactado) ou macio, um meio termo conveniente por permitir a penetração e a fixação das raízes. Para garantir a maciez, pode-se misturar partes iguais de argila, areia e terra humificada, e antes de plantar qualquer espécie, revolver o solo.
O PH do solo
Para verificar o PH do solo é necessário cavar até uma profundidade de 20 cm, pois é nessa camada que as plantas se desenvolvem. Se tiver alguma árvore no jardim será necessário aprofundar um pouco mais somente na região da árvore. Existem kits que analisam o PH do solo e estão à venda em casas de jardinagem.
Este índice aponta se o solo é neutro (pH igual a 7,0), ácido (menor que 7,0) ou básico (maior que 7,0).
O pH ligeiramente ácido (entre 6 e 6,5) é o ideal para jardins. Isso porque ele cria excelentes condições para o armazenamento de nutrientes no solo.
Se o PH for ácido será necessário colocar calcário dolomítico.
Se o PH for básico ou alcalino será necessário colocar adubos sulfatados como o sulfato de amônio.
Existem plantas que preferem um PH mais ácido e outras que já preferem um PH mais alcalino.
Adubação
Existem diversos tipos de adubação que podem ser feitos no seu jardim ou mesmo no seu vaso.
É muito importante, antes de adubar qualquer planta, conhecer as suas necessidades para que o adubo não a prejudique.
São 13 elementos que uma planta necessita para crescer saudável, eles são divididos em macronutrientes e micronutrientes.
Macronutrientes
Nitrogênio (N), Fósforo (P), Potássio (K), Cálcio (Ca), Enxofre (S) e Magnésio (Mg).
Fórmulas com os nutrientes NPK (os mais demandados pelas plantas), são comumente encontradas prontas no mercado:
Exemplo: 10 – 10 – 10 para as folhagens e 04 – 14 – 08 para as flores.
O Cálcio e Magnésio são encontrados nos calcáreos, enquanto o enxofre geralmente faz parte das fórmulas NPK, variando sua concentração em função das matérias primas utilizadas.
Micronutrientes
São elementos também importantes para o desenvolvimento das plantas, porém, exigidos em pequenas quantidades. Entre eles temos: zinco (Zn), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn), molibdênio (Mo), boro (B) e cloro (Cl).
Os micronutrientes ocorrem em teores muito baixos no solo e a quantidade total pode variar muito.
A disponibilidade dos micronutrientes para as plantas é influenciada pelas características do solo, como a textura e mineralogia, teor de matéria orgânica, umidade, pH, e a interação entre nutrientes.
A influência que os principais nutrientes do solo tem sobre as plantas
Nitrogênio (N) É fundamental para a fabricação de clorofila, pigmento verde das plantas, responsável pela fotossíntese. Promove o crescimento das folhas aumentando o seu tamanho e intensificando o verde da planta. O nitrogênio é encontrado na uréia, salitre do chile e sulfato de amônio.
Potássio (K) Ajuda a planta a ter folhas, flores e frutos mais firmes. Aumenta a resistência das plantas à seca, ao frio e as doenças. O potássio é encontrado nas cinzas de madeira e no sulfato de potássio.
Fósforo (P) Fortalece os tecidos das plantas, também contribui com o vigor da planta, tamanho das folhas, intensidade do florescimento, frutificação e formação de sementes.
Ajuda a planta a ter maior resistência às doenças. O fósforo é encontrado no superfosfato simples, superfosfato triplo e noYorin.
Cálcio – O cálcio aumenta a resistência das doenças em especial as fúngicas. Regula a quantidade de água em circulação no interior das plantas.
Magnésio – Importante na formação da clorofila.
Enxofre – Favorece a atividade respiratória da planta e a fotossíntese.
Zinco – É muito importante para as frutíferas para que as folhas não fiquem brancas e para ajudar a frutificar.
Ferro – Ele tem o objetivo de dar cor e sabor aos frutos.
Húmus de minhoca – Ajudam a arejar a terra possibilitando um maior escoamento da água evitando a erosão, que costumam ser frequentes em solos compactos. Ajudam a neutralizar o PH e as substâncias tóxicas existentes no solo.
Você pode adquirir nas lojas especializadas em jardinagem.
Tipos de Adubos
• Adubos orgânicos – esterco animal, farinha de osso. Sua ação é mais lenta, porém não oferecem danos as plantas.
• Adubos minerais – Salitre do chile, sulfato de amônia e etc.
• Adubos químicos – encontrados em pó, cristais e etc. Sua ação é mais rápida, pois agem imediatamente.
Siga sempre a recomendação da embalagem de adubo para não prejudicar a planta. Regue o solo após a aplicação.
Observação em relação ao solo
Não pense que somente mudas saudáveis, regas frequentes e plantio adequado irão manter a sua planta viva. É muito importante verificar a qualidade do solo. Pois se ele não for adequado, precisará ser corrigido.
O solo oferece água e nutrientes à planta
As características físicas e químicas dos solos vão se estabelecendo conforme as ações do clima, relevo, plantas, rochas, animais e microorganismos.
Plantas que crescem na sombra ou na semi-sombra precisam de solos humosos.
Existem condicionadores de solos que têm o objetivo de deixar o terreno mais leve e permeável. Não tem um poder fertilizante, porém corrigem o estado físico do solo, aumentando a retenção dos sais minerais e da água.
A fibra de coco ajuda no enraizamento e crescimento das plantas.
Épocas de aplicação
Nitrogênio – Primavera e verão.
Fósforo – Início do outono.
Potássio – Final do outono.


